O que são os livros deuterocanônicos
Resposta rápida
São sete livros do Antigo Testamento presentes nas edições católicas e ausentes nas evangélicas: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e os dois de Macabeus, além de trechos adicionais em Ester e Daniel. A diferença é histórica e textual, vem da transmissão grega da Escritura, e nenhuma das duas contagens foi inventada recentemente.
- Escrito por
- Maria Luisa Navarro Schmitt
- Revisado por
- Raphael Navarro Schmitt
- Publicado em
- Tempo de leitura
- 16 min de leitura
A pergunta chega quase sempre pela via prática: a pessoa procura um livro que o amigo citou, não encontra na própria Bíblia, e descobre que existem duas contagens. A explicação que ela costuma receber depois é polêmica em vez de histórica — de um lado "acrescentaram livros", do outro "retiraram livros" —, e as duas versões estão erradas do mesmo jeito.
O que aconteceu é mais interessante do que qualquer das duas acusações, e é documentado. Este artigo conta a história com datas, nomes e decisões verificáveis, sem sugerir qual tradição acertou. Este site publica as duas edições, e as referências deste texto abrem no próprio acervo — o que significa que você pode conferir cada afirmação lendo os livros em questão, em vez de aceitar a descrição de alguém.
De que livros estamos falando exatamente
São sete livros inteiros: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico — também chamado Sirácida ou Ben Sira, e que não se confunde com o Eclesiastes —, Baruc e os dois livros dos Macabeus. Todos pertencem ao Antigo Testamento. Nenhum livro do Novo Testamento está em discussão: os 27 são exatamente os mesmos em todas as tradições cristãs.
Além dos sete livros há acréscimos dentro de dois livros que existem nas duas edições. Em Daniel, as edições que os trazem acrescentam a oração de Azarias e o cântico dos três jovens dentro do capítulo 3, e mais dois blocos narrativos no final — a história de Susana e o episódio de Bel e do dragão, que nesta edição aparecem como capítulos 13 e 14. Em Ester, os trechos gregos aparecem agrupados ao fim do livro, do capítulo 11 em diante.
Há ainda um detalhe de arranjo que confunde quem procura: a carta atribuída a Jeremias, que em algumas edições é um livro à parte, aparece na tradição latina como o capítulo 6 de Baruc — e é assim que está publicada aqui. Nada disso é diferença de conteúdo entre edições católicas; é diferença de como o mesmo material foi agrupado.
1E havia um homem que morava em Babilônia, e o seu nome era Joaquim.
A abertura da história de Susana, que nas edições de 66 livros não existe. Repare que a numeração continua a de Daniel: não se trata de um livro anexado ao volume, e sim de material que a transmissão grega trazia dentro do próprio livro.
1No quarto ano dos reinados de Ptolomeu e Cleópatra, Dositeu, que era ele próprio sacerdote e nascido dos levitas, e Ptolomeu, seu filho, trouxeram esta epístola de Purim, que diziam ser uma tradução feita por Lisímaco, filho de Ptolomeu, em Jerusalém.
O acréscimo grego de Ester traz uma nota que menciona a chegada do texto e uma tradução feita em Jerusalém. É um dos raros lugares em que a própria Escritura registra a circulação de uma versão traduzida — e ajuda a entender por que a fronteira do Antigo Testamento se decidiu, em boa medida, na história da transmissão em grego.
Deuterocanônico ou apócrifo: a palavra já é uma posição
"Deuterocanônico" significa, literalmente, do segundo cânon. O termo foi cunhado no século XVI e não quer dizer livro de segunda categoria: quer dizer livro cuja entrada no cânon foi discutida por mais tempo do que a dos demais. Quem usa essa palavra está afirmando que os livros são canônicos, e explicando que a aceitação deles teve outra história.
"Apócrifo" vem de um termo grego ligado ao que está oculto. No vocabulário protestante, designa exatamente esses sete livros mais os acréscimos, com o sentido de escritos proveitosos mas não normativos. No vocabulário católico, a mesma palavra designa outro conjunto inteiramente — evangelhos e apocalipses tardios que nenhuma tradição cristã aceita, e que ali se chamam apócrifos justamente por isso.
A consequência disso é uma armadilha real de conversa: duas pessoas usam a palavra "apócrifo" achando que falam da mesma coisa e estão falando de conjuntos diferentes de textos. Quando a discussão começa a esquentar, vale perguntar de quais livros exatamente o outro está falando. Metade das discordâncias termina aí.
A questão nasce na Septuaginta
No século III antes de Cristo, começou em Alexandria a tradução das Escrituras de Israel para o grego, para uma população judaica que já falava grego no cotidiano. Essa tradução, chamada Septuaginta, foi crescendo ao longo de gerações — e a coleção que circulava em grego acabou reunindo mais livros do que a coleção que se transmitia em hebraico.
Esse é o ponto de origem de tudo. Os primeiros cristãos eram, em grande parte, gente de língua grega, e a Bíblia que eles liam e citavam era essa. Os autores do Novo Testamento citam o Antigo Testamento predominantemente na forma grega, e a Igreja antiga se expandiu num mundo em que a Escritura circulava assim.
Uma correção histórica que costuma ser necessária: a ideia de que o judaísmo teria fechado o cânon hebraico numa assembleia por volta do ano 90, em Javne, é hoje amplamente questionada entre estudiosos, que a tratam como uma reconstrução do século XIX sem base sólida nas fontes. O que se pode dizer com segurança é mais modesto e mais interessante: no século I ainda havia variação, e a fronteira exata do conjunto não estava estabelecida da mesma forma em todos os lugares.
1Toda sabedoria vem do Senhor Deus, e sempre esteve com ele, e existe antes de todo tempo.
A abertura do Eclesiástico, um dos livros em discussão. Vale saber que fragmentos hebraicos deste livro foram encontrados em Qumran, em Massada e num depósito de manuscritos do Cairo — o que desfaz a suposição, comum dos dois lados, de que os deuterocanônicos seriam todos composições originalmente gregas.
Jerônimo, a Vulgata e a distinção que ele fez questão de registrar
No fim do século IV, Jerônimo recebeu a tarefa de produzir uma tradução latina de referência. Ele fez uma escolha metodológica que teve consequências por mil anos: traduzir o Antigo Testamento a partir do hebraico, e não do grego. E, ao fazê-lo, registrou nos prefácios uma distinção explícita entre os livros que encontrava no hebraico e os que só encontrava em grego.
A posição dele, nesses prefácios, é que os segundos podiam ser lidos para edificação, mas não deveriam ser usados para estabelecer doutrina. Ele traduziu Tobias e Judite mesmo assim, a pedido, e os incluiu — o que dá a medida da tensão: a Vulgata, que se tornou a Bíblia do Ocidente latino por mais de mil anos, trazia os livros e o tradutor tinha reservas quanto ao estatuto deles.
Agostinho discordou publicamente de Jerônimo nesse ponto e defendeu o uso pleno daqueles livros, apoiado no uso das igrejas. Concílios regionais no norte da África, no fim do século IV, aprovaram listas que os incluem. Ou seja: a divergência é antiga, foi travada entre dois dos maiores nomes da Igreja antiga, e nenhum dos dois lados da discussão moderna a inventou.
Trento, 1546 — o que foi decidido, e o que já estava decidido antes
O Concílio de Trento, em sessão de abril de 1546, definiu formalmente a lista dos livros canônicos para a Igreja Católica, incluindo os sete e os acréscimos. É a data que a polêmica costuma citar, e é preciso dizer duas coisas sobre ela — uma que desagrada cada lado.
A primeira: a lista não nasceu em Trento. Um decreto do Concílio de Florença, em 1442, já arrolava os mesmos livros, e antes dele havia as listas dos concílios africanos e o uso litúrgico continuado. Trento não acrescentou livros à Bíblia; ele tornou dogmática, com formulação de anátema, uma lista que já circulava.
A segunda: o contexto da decisão foi de controvérsia, e ignorar isso também seria desonesto. Trento respondeu à Reforma, e a formulação de 1546 tem o tom de quem está fechando uma questão sob disputa. Que a lista fosse antiga não torna neutro o momento em que ela foi elevada a definição — e que o momento fosse polêmico não torna a lista uma invenção do século XVI. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e é exatamente isso que as versões polêmicas dos dois lados se recusam a dizer.
Do outro lado: a Reforma, e a decisão que só veio no século XIX
Aqui está o dado que quase sempre falta, e ele surpreende leitores dos dois lados. Os reformadores do século XVI não descartaram esses livros do volume impresso. Lutero os manteve na sua Bíblia alemã, agrupados numa seção separada entre os dois Testamentos, com uma apresentação dizendo que não eram tidos como iguais às Escrituras, mas eram úteis e bons de ler.
A Bíblia King James, de 1611, seguiu o mesmo arranjo: os livros estavam lá, numa seção intermediária. Durante mais de dois séculos, portanto, a Bíblia protestante impressa era um volume que continha os deuterocanônicos numa seção à parte — que é uma terceira posição, distinta tanto de tratá-los como canônicos quanto de excluí-los.
A mudança que produziu a Bíblia de 66 livros como padrão é do século XIX e teve motivação prática além de doutrinária. Depois de uma controvérsia que dividiu as sociedades bíblicas britânicas nos anos 1820, decidiu-se em 1826 deixar de financiar a impressão e a distribuição de exemplares que contivessem esses livros. Com o volume de distribuição que essas sociedades alcançaram no século seguinte, a Bíblia sem a seção intermediária virou o formato normal — e algumas gerações depois, para a maioria dos leitores, o único conhecido.
73 e 66 não esgotam a conta
A discussão em português costuma ser apresentada como um duelo entre dois números, e essa moldura é estreita demais. As igrejas ortodoxas de tradição grega recebem, além dos sete, outros textos — entre eles 1 Esdras, a oração de Manassés, o Salmo 151 e 3 Macabeus, com 4 Macabeus figurando como apêndice em várias edições. Tradições eslavas incluem ainda outro livro de Esdras.
E o cânon mais amplo do cristianismo não é nenhum desses. A Igreja Ortodoxa Tewahedo da Etiópia reconhece uma coleção consideravelmente maior — comumente citada como 81 livros, embora a contagem varie conforme o modo de agrupar —, que inclui obras como o livro de Enoque e o de Jubileus, ausentes de todas as outras.
Saber disso muda o formato da pergunta. Não existe um cânon cristão único do qual alguém se desviou; existem cânones, com fronteiras que se firmaram de modos diferentes em regiões diferentes, e um núcleo enorme comum a todos. Esse núcleo comum — os 39 livros compartilhados do Antigo Testamento e os 27 do Novo — é o que praticamente todo cristão do mundo lê, e é bem maior que qualquer área de divergência.
O que há dentro deles, independentemente da posição que você tome
Vale dizer o que se ganha lendo, porque a discussão sobre estatuto costuma ofuscar o conteúdo. Os dois livros dos Macabeus são a principal fonte narrativa sobre a Judeia do século II antes de Cristo — o período entre o último profeta e o início do Novo Testamento, que sem eles fica praticamente vazio. É ali que se conta a revolta contra a helenização forçada e a nova dedicação do templo.
E isso tem uma consequência direta para quem lê apenas os 66: a festa que o Evangelho de João menciona em passagem, sem explicar, é justamente a que os Macabeus narram a origem. O leitor de uma edição de 66 livros encontra a referência e não tem, dentro da própria Bíblia, o texto que a explica.
Sabedoria e Eclesiástico pertencem à literatura sapiencial, na mesma família de Provérbios e Jó, e o segundo é um dos textos mais extensos do gênero em toda a Antiguidade. Tobias e Judite são narrativas curtas e bem construídas, de forte carga literária. Baruc reúne oração e reflexão sobre o exílio. Nenhuma tradição cristã sustenta que ler esses livros faça mal; a divergência é sobre o peso que eles têm numa discussão doutrinária.
56E celebraram a dedicação do altar por oito dias, e ofereceram holocaustos com alegria, e sacrifícios de salvação e de louvor.
57E adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e pequenos escudos. E dedicaram os portais e as câmaras laterais, e neles colocaram portas.
58E houve grandíssima alegria entre o povo, e o opróbrio dos gentios foi afastado.
59E Judas, e os seus irmãos, e toda a assembleia de Israel determinaram que o dia da dedicação do altar fosse celebrado no seu tempo, de ano em ano, por oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu, com júbilo e alegria.
O relato da nova dedicação do altar e a decisão de celebrá-la todos os anos por oito dias. É a origem da festa que o judaísmo mantém até hoje — e o único lugar da Bíblia cristã em que essa origem é narrada.
22E era a festa da renovação do Templo em Jerusalém, e era inverno.
O Evangelho menciona a festa da dedicação do templo como quem cita uma data conhecida, sem explicar nada. Quem lê numa edição de 66 livros passa por aqui sem ter, no mesmo volume, o texto que conta de onde vem a data — e este é o exemplo mais concreto do que a diferença de cânon significa na prática da leitura.
35As mulheres receberam de volta os seus mortos pela ressurreição; e outros foram torturados, não aceitando a soltura, para alcançarem uma melhor ressurreição;
No meio da lista de fiéis do Antigo Testamento, a carta menciona pessoas que recusaram a libertação sob tortura para alcançar uma ressurreição melhor. Leitores antigos identificaram aí uma alusão ao episódio narrado no segundo livro dos Macabeus, e a proximidade é notada tanto por comentaristas católicos quanto protestantes — o que não resolve a questão canônica, mas mostra que esses textos eram conhecidos.
12Cerquemos, pois, o justo, porque ele nos é inútil, e se opõe às nossas obras, e nos censura pelas nossas transgressões da lei, e nos lança em rosto os pecados do nosso modo de viver.
13Ele professa ter o conhecimento de Deus e chama a si mesmo filho de Deus.
14Ele foi posto entre nós para expor os nossos próprios pensamentos.
15É penoso para nós até mesmo olhá-lo, pois a sua vida não é como a dos outros homens, e imutáveis são os seus caminhos.
16É como se por ele fôssemos tidos por coisa sem valor, e ele se abstém dos nossos caminhos como de imundície; prefere os que há pouco foram justificados, e gloria-se de ter a Deus por pai.
17Vejamos, então, se as suas palavras são verdadeiras, e ponhamos à prova o que lhe há de acontecer, e assim saberemos qual será o seu fim.
18Pois, se ele é verdadeiramente filho de Deus, Deus o acolherá e o livrará das mãos dos seus adversários.
19Examinemo-lo com ultrajes e tormentos, para que conheçamos a sua reverência e ponhamos à prova a sua paciência.
20Condenemo-lo à morte mais vergonhosa, pois, segundo as suas próprias palavras, Deus cuidará dele.”
O trecho descreve o justo perseguido justamente por ser justo, e leitores cristãos antigos notaram desde cedo a proximidade entre este parágrafo e as falas de zombaria registradas na cena da crucificação. É a passagem que mais explica por que estes livros circulavam entre os primeiros cristãos.
14O amigo fiel é um abrigo forte, e quem o encontrou encontrou um tesouro.
15Nada é comparável ao amigo fiel, e nenhum peso de prata ou de ouro vale mais do que a bondade da sua fidelidade.
16O amigo fiel é remédio de vida e de imortalidade; e os que temem o Senhor o encontrarão.
Três versículos sobre amizade fiel que estão entre os mais citados de toda a literatura sapiencial. Servem aqui como amostra do gênero: quem conhece Provérbios reconhece imediatamente o modo de pensar e de construir a frase.
O texto que a discussão mais cita
Há uma passagem em 2 Macabeus que aparece em praticamente toda discussão sobre o tema, e é honesto colocá-la à vista em vez de deixá-la implícita. O trecho narra uma coleta feita após uma batalha para que se oferecesse sacrifício pelos mortos, e comenta o gesto com uma reflexão sobre ressurreição e sobre orar pelos que morreram.
É o texto que a teologia católica cita ao tratar da oração pelos falecidos, e é uma das razões pelas quais a discussão sobre o cânon nunca foi apenas sobre quantos livros existem — ela toca em práticas concretas. Do outro lado, a objeção mais frequente não é sobre o que o trecho diz, e sim sobre a autoridade que ele tem para fundamentar doutrina, o que remete de volta à questão canônica.
Este site não decide isso. O que ele faz é publicar o texto, para que quem quiser formar uma opinião leia a passagem inteira em vez de ler a descrição que alguém fez dela.
43E, convocando uma assembleia, enviou doze mil dracmas de prata a Jerusalém, para que fosse oferecido um sacrifício pelos pecados dos mortos, pensando bem e religiosamente acerca da ressurreição,
44pois, se ele não esperasse que os que haviam caído haviam de ressuscitar, teria parecido supérfluo e vão orar pelos mortos,
45e porque considerava que grande graça estava reservada aos que haviam adormecido na piedade.
46É, portanto, um santo e salutar pensamento orar pelos que morreram, para que sejam livres dos pecados.
A passagem central da controvérsia, publicada aqui na íntegra. Repare que o próprio texto explica o raciocínio que atribui ao gesto: a oferta faz sentido para quem espera a ressurreição dos mortos. O que se discute entre as tradições não é o que está escrito, e sim que peso um livro em disputa pode ter numa formulação doutrinária.
O que isso muda na sua leitura
Para a prática diária, menos do que a temperatura da discussão sugere. Se você lê numa comunidade, use a edição que ela usa — acompanhar a leitura no mesmo texto que se ouve vale mais que qualquer argumento. Se você lê por conta própria, o roteiro de uma primeira leitura é o mesmo nas duas edições, porque nenhum desses sete livros está entre os primeiros que se recomenda ler.
Duas situações concretas em que a diferença aparece. A primeira: acompanhar leituras litúrgicas católicas exige uma edição de 73 livros, porque parte delas vem desses livros. A segunda: qualquer conversa sobre o período entre os Testamentos fica truncada sem os Macabeus, e vale lê-los mesmo quem não os considera normativos — como se lê qualquer fonte histórica importante.
E vale um lembrete de proporção para encerrar. A área de divergência é de sete livros e alguns trechos. A área de acordo é o Novo Testamento inteiro, os Evangelhos, os Salmos, os profetas, a Lei e os livros históricos — praticamente tudo o que qualquer plano de leitura cobre no primeiro ano. Quem transforma essa proporção em muro está errando de escala.
8Boa é a oração com o jejum, e a esmola vale mais do que esconder ouro em depósito.
9Pois a esmola livra da morte, e é ela que purga os pecados e torna o homem capaz de encontrar misericórdia e vida eterna.
Três práticas colocadas lado a lado — oração, jejum e esmola — numa formulação que atravessou séculos de pregação cristã e que qualquer leitor dos Evangelhos vai reconhecer. Serve como fecho: independentemente da posição que você tome sobre o cânon, este é o tipo de material que está em causa.