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Atos 2:21 — a promessa que fecha a profecia, e não filtra ninguém

Atos 2:21

21E será que todo aquele que chamar ao nome do Senhor será salvo.

Tradução: Edição Chama da Fé

A frase encerra a profecia que Pedro cita, e vem logo depois das imagens mais escuras dela. Não há qualificação de quem: o único requisito nomeado é recorrer.

Resposta rápida

Atos 2:21 é a última linha da profecia de Joel que Pedro cita no dia de Pentecostes. Depois de imagens de sol escurecido e lua tingida de vermelho, a citação termina com uma promessa sem filtro: quem recorrer àquele nome é salvo. O critério declarado é o pedido, e não a origem de quem pede.

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Pentecostes costuma ser lembrado pelo vento, pelas línguas de fogo e pelo número de pessoas que aderiram no fim do dia. O que fica de fora do resumo é a frase com que Pedro fecha a parte profética do sermão, antes de começar a falar de Jesus por nome.

É uma frase de porta aberta colocada no lugar menos óbvio: no fim de uma sequência de sinais que qualquer ouvinte entenderia como fim do mundo.

Onde este versículo aparece

O capítulo 2 narra a manhã em que os discípulos passam a se expressar em idiomas que não eram os seus, e a multidão reunida em Jerusalém não entende o que está acontecendo. Pedro se levanta para explicar, e a explicação dele é uma citação longa do profeta Joel, que ocupa os versículos 17 a 21.

Este versículo é a última linha dessa citação. Antes dele vêm prodígios no alto e sinais embaixo, numa sequência de fogo e fumaça, com o sol apagado e a lua tingida. Depois dele, Pedro para de citar e se dirige diretamente aos ouvintes, para falar de um homem de Nazaré que eles conheciam.

O que ele diz

A posição da frase é metade do sentido. Ela não abre a profecia como uma boa notícia isolada: ela vem depois de tudo o que assusta, e é a única coisa que sobra quando os sinais terminam. O texto não promete que nada difícil vai acontecer. Promete um recurso disponível enquanto acontece.

O sujeito da frase é aberto de propósito. Não há restrição de povo, de histórico, de preparação nem de mérito — a construção em português abarca qualquer pessoa, e é justamente essa amplitude que Pedro precisa para explicar por que gente de tantas regiões diferentes estava ouvindo aquilo na própria língua.

O verbo é modesto. Não se pede uma escalada espiritual, um voto ou uma prova: pede-se recorrer a alguém pelo nome, que é o que uma pessoa faz quando está sem saída e chama por quem pode ajudar. A tradução brasileira mantém a preposição antiga, e ela reforça a ideia de direção: o chamado vai para um lado determinado.

Vale registrar o que a promessa não detalha. Ela não descreve o prazo, nem a forma, nem o que exatamente muda no dia seguinte. Diz uma coisa só, e essa coisa é o resultado. Quem quiser transformar isto num método vai ter de acrescentar do próprio bolso o que o versículo não diz.

O que fazer com isso hoje

Há um momento em que a pessoa acha que precisa se arrumar antes de orar — resolver a bebida, a raiva, a dívida, a fase de descrença — e por isso adia a oração até estar apresentável. Esta frase inverte a ordem: o pedido vem primeiro, e é ele o único requisito nomeado.

Um teste simples: se você pensar em alguém que, na sua cabeça, está longe demais para isso valer, repare que o versículo não abre exceção nenhuma. Nem para essa pessoa, nem para você no seu pior dia.

Uma oração para levar

Senhor, eu adiei esta oração até me achar em condição de fazê-la, e o dia não chegou. Então chamo agora, do jeito que estou. Ouve o meu nome como eu chamo o teu. Amém.

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