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Apocalipse 21:5: a promessa de recomeço, dita por quem está no trono

Apocalipse 21:5

5E o que estava sentado sobre o trono disse: Eis que eu faço novas todas as coisas.E ele me disse: Escreve, porque esta palavras são verdadeiras e fiéis.

Tradução: Edição Chama da Fé

O verbo está no presente, e não no futuro. E o que se promete não é um conjunto de coisas novas em substituição às antigas: são as mesmas coisas, refeitas.

Resposta rápida

Em Apocalipse 21:5, quem está sentado no trono anuncia que tudo está sendo refeito, e em seguida manda registrar aquilo por escrito, garantindo a redação como fiel e correspondente ao real. É uma promessa de renovação com certificado anexado, e o verbo está no presente.

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É um dos poucos momentos do livro em que a voz do trono fala diretamente, sem intermediário. Depois de páginas de visões descritas em terceira pessoa, alguém toma a palavra.

E o que essa voz diz é curto o bastante para caber num cartaz, o que fez a frase circular muito sem o resto do versículo. A segunda metade, a da ordem de escrever, é a que dá o peso.

Onde este versículo aparece

O capítulo 21 abre a visão final: um céu novo e uma terra nova, e a cidade santa descendo, preparada como uma noiva arrumada para o casamento. Uma voz forte anuncia que Deus passa a morar junto do seu povo.

Este versículo vem logo depois desse anúncio, e muda o modo de narrar: sai a descrição e entra a fala em primeira pessoa.

No versículo seguinte, a mesma voz se apresenta como o princípio e o fim e oferece de graça a quem tiver sede a água que vem da fonte da vida. É esse o clima em que a frase do 5 deve ser lida: convite, e não sentença.

O que ele diz

O tempo verbal é a chave. A frase não diz que um dia tudo será refeito: diz que quem fala faz, agora. A renovação é apresentada como obra em andamento, e não como data marcada no fim do calendário.

A segunda chave é o objeto. Não se promete um estoque de coisas novas para substituir as velhas. Promete-se que as coisas — estas, as que existem — ficam novas. É reforma, e não troca. A diferença importa para quem gosta do que tem e teme perder na renovação.

A ordem de escrever muda o gênero da frase. Ela deixa de ser uma imagem bonita e vira registro com selo: as palavras são declaradas verdadeiras e fiéis. Nesta edição a ordem é essa, com "verdadeiras" na frente — primeiro a correspondência com o real, depois a promessa de que não vão falhar.

E vale reparar em quem fala. A voz não é identificada por nome, e sim por posição: o que está sentado sobre o trono. Quem promete recomeço é quem tem autoridade para cumprir.

O que fazer com isso hoje

Faça a pergunta na direção certa. Não é "o que eu queria trocar", é "o que eu queria ver refeito". Uma relação, um trabalho, um hábito: a promessa do versículo é sobre restaurar aquilo que existe.

E há uma aplicação de método na ordem de escrever. Anotar o que se espera de Deus muda a lembrança de lugar: de sensação para registro. Vale escrever hoje uma linha só, com data, e guardar.

Uma oração para levar

Senhor, eu tenho coisas gastas nas mãos e não quero jogá-las fora. Faz novas, do jeito que só tu sabes, e me dá paciência enquanto a obra corre. Amém.

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