2 Crônicas 15:7: esforçai-vos e não desfaleçam as vossas mãos
7Esforçai-vos, porém, vós, e não desfaleçam vossas mãos; que recompensa há para vossa obra.
A imagem central é das mãos: que elas não desfaleçam. É o gesto de quem larga o que estava segurando, e é isso que o profeta está tentando impedir.
Resposta rápida
2 Crônicas 15:7 é o fecho da mensagem do profeta Azarias ao rei Asa: que se esforcem, que suas mãos não desfaleçam, porque há recompensa para a obra deles. A frase vem depois de uma descrição de um período em que nada parecia funcionar.
- Escrito por
- Raphael Navarro Schmitt
- Revisado por
- Maria Luisa Navarro Schmitt
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A frase é curta e serve de encerramento a um discurso longo e sombrio. O profeta acabou de descrever um tempo sem sacerdote, sem ensino e sem lei, com cidade destruindo cidade. É depois de tudo isso que ele manda continuar.
Onde este versículo aparece
Asa era rei de Judá e vinha de uma vitória militar. O profeta Azarias vai ao encontro dele e recorda um período histórico em que o povo esteve sem direção, e como, quando o buscaram na aflição, ele foi encontrado.
O versículo seguinte registra o efeito: Asa ouviu, ficou confortado e agiu — removeu os ídolos da região e reparou o altar. A palavra funcionou porque produziu obra, não apenas ânimo.
O que ele diz
A imagem das mãos que desfalecem é concreta e vale mais do que uma metáfora de sentimento. Não se trata de perder a fé nem de ficar triste: trata-se de soltar o que estava sendo carregado. A frase é dirigida ao gesto, não ao humor.
A recompensa mencionada não é qualificada. Não se diz quando, nem como, nem em que quantidade. É uma afirmação de que a obra não é perdida, e nada além disso — o que é bem menos do que costumam extrair daqui e bem mais útil para quem está no meio de um trabalho longo.
Sobre a leitura popular vale a franqueza: o versículo não promete resultado visível nem sucesso do projeto. Ele foi dito a um rei prestes a enfrentar resistência interna ao remover práticas enraizadas, e o que ele garante é que o esforço tem valor, não que ele será reconhecido logo.
O que fazer com isso hoje
Serve para o meio das coisas, que é onde as mãos desfalecem — o tratamento longo, o filho adolescente, o projeto que já perdeu a novidade e ainda não deu resultado. A frase não pede entusiasmo novo. Pede que você não solte hoje aquilo que ainda está segurando.
Uma oração para levar
Senhor, as minhas mãos estão cansadas e eu já pensei em largar. Segura-as comigo mais um dia, e que o que eu estou fazendo não seja em vão. Amém.