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1 Coríntios 10:31: comer, beber e a glória de Deus

1 Coríntios 10:31

31Portanto, ao comer, ou ao beber, ou ao fazer qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

Tradução: Edição Chama da Fé

A frase parece um lema geral e é, no contexto, a conclusão de uma discussão sobre comida. É isso que a torna concreta em vez de decorativa.

Resposta rápida

1 Coríntios 10:31 conclui que comer, beber e qualquer outra coisa devem ser feitos de modo a glorificar a Deus. A frase encerra um trecho sobre carne oferecida a ídolos, e o critério que ela introduz aparece logo depois: não ser motivo de escândalo para ninguém.

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Impressa em caneca, a frase soa como uma orientação geral de atitude. Lida no lugar onde está, é o desfecho de uma disputa concreta entre pessoas que discordavam sobre uma questão prática — e ela resolve a disputa deslocando o critério.

Onde este versículo aparece

Paulo vinha tratando de um problema real na Corinto do primeiro século: boa parte da carne vendida na cidade tinha passado por um templo, e os cristãos discutiam se podiam comê-la.

Nos versículos imediatamente anteriores, ele diz que se alguém avisar que aquilo foi sacrificado a ídolos, o outro deve deixar de comer — não por causa da própria consciência, mas da consciência de quem avisou.

Depois do nosso versículo, ele completa: não ser motivo de escândalo para judeus, gregos nem para a igreja, e diz que ele mesmo busca o proveito de muitos, e não o seu.

O que ele diz

A frase amplia o alcance de propósito: começa por comer e beber, os atos mais banais possíveis, e termina em "qualquer coisa". A escolha de exemplos é deliberada — se os atos que ninguém considera espirituais entram, não sobra área neutra.

O que "para a glória de Deus" significa aqui não é vago, porque o próprio parágrafo define. No contexto, glorificar a Deus naquela decisão era abrir mão de um direito que se tinha, por causa de outra pessoa. O critério é relacional, não estético.

Vale dizer o que a frase não é: um selo para colar em qualquer atividade que você já ia fazer. Usada assim, ela vira carimbo. Usada como Paulo a usa, ela é o oposto — o motivo pelo qual ele deixa de fazer algo que poderia fazer.

O que fazer com isso hoje

A pergunta que o versículo devolve não é "isto é permitido?", e sim "o que isto faz com quem está ao meu lado?". Vale para o que você publica, para o que você bebe na frente de quem está tentando parar, para o direito que você tem e poderia não exercer. É um critério mais difícil que o da permissão, e bem mais útil.

Uma oração para levar

Senhor, me tira do costume de perguntar só se posso. Ensina-me a perguntar o que a minha liberdade faz com quem está do meu lado. Amém.

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