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Romanos 12:3 — a medida certa para se avaliar

Romanos 12:3

3Pois, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não se estime mais do que convém se estimar; em vez disso, cada um estime a si mesmo com bom senso, conforme a medida de fé que Deus repartiu a cada um.

Tradução: Edição Chama da Fé

Duas metades, e a segunda é a esquecida: além de proibir o excesso de estima, o versículo manda estimar. O padrão declarado não é a comparação, é a medida que cada um recebeu.

Resposta rápida

Romanos 12:3 pede que ninguém se estime acima do que convém e que cada um se avalie com bom senso, na medida de fé que recebeu. Não é ordem de se diminuir: é ordem de medir direito. E o padrão não vem da comparação com os outros, vem do que foi repartido a cada um.

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O capítulo 12 abre a parte prática da carta, depois de onze capítulos de argumento. Paulo começa pedindo que apresentem o corpo como oferta e que não se moldem pelo padrão deste mundo.

Este é o primeiro conselho concreto que ele dá, e vale reparar que ele se inclui na conta: fala pela graça que lhe foi dada, e não de um lugar acima do grupo.

A primeira metade proíbe o excesso de estima. A segunda manda estimar — com bom senso, mas manda. Não há aqui ordem de se achar pouca coisa, e transformar o versículo em incentivo à autodepreciação inverte o que ele diz.

O critério declarado é a medida de fé repartida por Deus a cada um. Isso desloca a avaliação do lugar onde ela costuma acontecer, que é a comparação com os outros. A pergunta deixa de ser se você é melhor ou pior que alguém, e passa a ser o que lhe foi dado e o que você está fazendo com isso.

Serve tanto para quem se acha superior quanto para quem se acha um estorvo — e a maioria das pessoas alterna entre os dois no mesmo dia. O exercício prático é trocar a comparação por um inventário: o que eu recebi e ainda não usei. Feito com honestidade, ele costuma devolver menos motivo para se gabar e menos motivo para se desprezar.

Onde este versículo aparece

O capítulo 12 abre a parte prática da carta, depois de onze capítulos de argumento. Paulo começa pedindo que apresentem o corpo como oferta e que não se moldem pelo padrão deste mundo.

Este é o primeiro conselho concreto que ele dá, e vale reparar que ele se inclui na conta: fala pela graça que lhe foi dada, e não de um lugar acima do grupo.

O que ele diz

A primeira metade proíbe o excesso de estima. A segunda manda estimar — com bom senso, mas manda. Não há aqui ordem de se achar pouca coisa, e transformar o versículo em incentivo à autodepreciação inverte o que ele diz.

O critério declarado é a medida de fé repartida por Deus a cada um. Isso desloca a avaliação do lugar onde ela costuma acontecer, que é a comparação com os outros. A pergunta deixa de ser se você é melhor ou pior que alguém, e passa a ser o que lhe foi dado e o que você está fazendo com isso.

O que fazer com isso hoje

Serve tanto para quem se acha superior quanto para quem se acha um estorvo — e a maioria das pessoas alterna entre os dois no mesmo dia. O exercício prático é trocar a comparação por um inventário: o que eu recebi e ainda não usei. Feito com honestidade, ele costuma devolver menos motivo para se gabar e menos motivo para se desprezar.

Uma oração para levar

Senhor, ensina-me a me enxergar do tamanho que eu tenho. Nem maior, para não pisar em ninguém; nem menor, para não enterrar o que me deste. Amém.