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Mateus 5:16: a lâmpada acesa não foi feita para ficar debaixo do cesto

Mateus 5:16

16Assim brilhe vossa luz diante das pessoas, para que vejam vossas boas obras, e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos céus.

Tradução: Edição Chama da Fé

A ordem não é produzir luz, é parar de escondê-la. E o versículo já embute para onde vai o crédito, o que resolve o problema da vaidade antes que ele apareça.

Resposta rápida

Mateus 5:16 conclui a imagem da luz no Sermão do Monte: a ordem é deixar a luz brilhar à vista de todos, de modo que o que é feito de bom seja notado e o crédito suba até o Pai celeste. Não se pede que a luz seja fabricada — pede-se que ela pare de ser escondida.

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É uma frase curta e já se tornou provérbio, o que costuma custar caro: solta, ela vira convite a aparecer. Lida no lugar em que está, ela diz outra coisa, e diz com endereço.

O contexto imediato é doméstico e pequeno. Antes de qualquer coisa grandiosa, o exemplo é uma lâmpada iluminando os que estão dentro de uma casa.

Onde este versículo aparece

O Sermão do Monte começa com as bem-aventuranças e emenda em duas imagens seguidas sobre quem escuta: sal e luz. A primeira alerta para o sal que perde o sabor; a segunda desdobra-se em três cenas.

As cenas são uma cidade construída sobre o monte, que não tem como ficar escondida, e uma lâmpada que ninguém acende para pôr debaixo de um cesto — o lugar dela é a luminária, de onde alcança todo mundo na casa. Este versículo é a conclusão dessas duas.

Logo depois, o assunto muda: Jesus passa a falar da Lei e dos Profetas, e diz que veio cumprir, não revogar. A imagem da luz fecha aqui, e fecha com uma instrução.

O que ele diz

O verbo é importante. Não se manda acender nem produzir claridade: manda-se deixar brilhar. O versículo pressupõe que a luz já existe e proíbe apenas uma coisa, que é cobri-la.

A medida do que deve ficar visível é concreta. Não são intenções, planos ou convicções: são obras boas, o tipo de coisa que uma pessoa de fora consegue ver sem que você explique.

A segunda metade é o que impede o versículo de virar autopromoção. O olhar de quem vê não para em quem fez: ele segue adiante e termina no Pai. Há um redirecionamento embutido na frase, e é ele que torna a visibilidade segura.

Nesta edição, a expressão usada é "diante das pessoas", e vale reparar na escala. A cidade no monte sugere alcance; a lâmpada na luminária sugere uma casa. As duas imagens estão no mesmo parágrafo, e a segunda é a que descreve a maioria dos dias.

O que fazer com isso hoje

Um teste prático para hoje: existe alguma coisa boa que você faz e esconde por vergonha de parecer que está se exibindo? O versículo trata esse esconder como o problema, e não como humildade.

E a contraparte, que evita o excesso. Ao mostrar algo bom, repare para onde você está mandando o crédito. Se a frase termina em você, a metade final do versículo não foi cumprida.

Uma oração para levar

Senhor, tira de mim o medo de aparecer quando o que aparece é bom. E que quem olhar atravesse o que eu faço e chegue em ti. Amém.

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