Jó 31:15 — o argumento antigo sobre patrão e empregado
15Aquele que me fez no ventre materno também não fez a ele? E não nos preparou de um mesmo modo na madre?
Uma pergunta retórica que funciona como argumento jurídico. Jó não diz que gostava dos servos: diz que a origem dos dois é a mesma, e que por isso a queixa deles tinha de ser ouvida.
Resposta rápida
Jó 31:15 é uma pergunta retórica dentro da defesa final de Jó: quem me formou no ventre não formou também quem trabalha para mim? O argumento é de origem comum, e aparece num contexto jurídico — Jó está dizendo que não desprezou a causa dos seus servos.
- Escrito por
- Maria Luisa Navarro Schmitt
- Revisado por
- Raphael Navarro Schmitt
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O capítulo 31 é o juramento de inocência de Jó, feito item por item diante das acusações veladas dos amigos.
Neste ponto ele trata do modo como tratou servos e servas, e menciona ter ouvido as reclamações deles em vez de silenciá-las.
O argumento não é de bondade, é de origem. A pergunta aponta para um fato anterior a qualquer contrato: as duas pessoas foram formadas do mesmo modo e pelo mesmo. Isso não apaga a diferença de posição, mas a torna secundária.
É um dos textos mais antigos a fundamentar a igualdade entre quem manda e quem serve, e o faz sem sentimentalismo. O tratamento devido aparece como justiça, e não como generosidade — o que é uma exigência maior, porque justiça se cobra.
A pergunta atravessa o tempo com facilidade. Quem limpa o prédio onde você trabalha, quem entrega a sua comida, quem cuida da sua casa: você sabe o nome? Sabe se a reclamação dessa pessoa chega a alguém? O versículo não fala de gentileza no tom, fala de dar ouvido a uma queixa.
Onde este versículo aparece
O capítulo 31 é o juramento de inocência de Jó, feito item por item diante das acusações veladas dos amigos.
Neste ponto ele trata do modo como tratou servos e servas, e menciona ter ouvido as reclamações deles em vez de silenciá-las.
O que ele diz
O argumento não é de bondade, é de origem. A pergunta aponta para um fato anterior a qualquer contrato: as duas pessoas foram formadas do mesmo modo e pelo mesmo. Isso não apaga a diferença de posição, mas a torna secundária.
É um dos textos mais antigos a fundamentar a igualdade entre quem manda e quem serve, e o faz sem sentimentalismo. O tratamento devido aparece como justiça, e não como generosidade — o que é uma exigência maior, porque justiça se cobra.
O que fazer com isso hoje
A pergunta atravessa o tempo com facilidade. Quem limpa o prédio onde você trabalha, quem entrega a sua comida, quem cuida da sua casa: você sabe o nome? Sabe se a reclamação dessa pessoa chega a alguém? O versículo não fala de gentileza no tom, fala de dar ouvido a uma queixa.
Uma oração para levar
Senhor, ajuda-me a lembrar de quem trabalha por mim. Que eu ouça o que essas pessoas têm a dizer, e trate como justiça aquilo que costumo chamar de favor. Amém.