Eclesiastes 7:8 — melhor o fim do que o princípio
8Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito que o arrogante de espírito.
Duas comparações lado a lado, e a segunda explica a primeira: quem não suporta esperar o fim precisa concluir cedo, e concluir cedo com pouca informação é o que a arrogância faz.
Resposta rápida
Eclesiastes 7:8 põe duas comparações lado a lado: o fim das coisas vale mais que o começo delas, e o paciente vale mais que o arrogante. As duas metades se explicam mutuamente — quem julga no começo é justamente o arrogante, porque acha que já sabe como aquilo termina.
- Escrito por
- Raphael Navarro Schmitt
- Revisado por
- Maria Luisa Navarro Schmitt
- Publicado em
- Tempo de leitura
- 2 min de leitura
O capítulo 7 é uma série de provérbios comparativos que invertem o senso comum, quase todos com a mesma forma.
Este vem pouco depois da comparação entre a casa do luto e a do banquete, e pertence ao mesmo movimento: um mestre examinando a vida para ver o que resta quando ela termina.
A primeira metade contraria a intuição, porque começos são celebrados e finais, temidos. O argumento é sobre informação: no começo existe apenas expectativa; no fim existe resultado. É a diferença entre o que se imagina e o que se sabe.
A segunda metade não é um provérbio solto colado ali. Paciência, neste par, não é temperamento calmo: é a disposição de esperar o desfecho antes de emitir a sentença. E o oposto dela, no versículo, não é a pressa — é a arrogância.
Serve para as horas em que você já formou opinião com metade da história: a mensagem lida pela metade, o comportamento estranho de alguém que você mal conhece, o projeto que começou torto. O versículo não pede que você nunca julgue; pede que espere o fim, que é a única parte capaz de trazer informação nova.
Onde este versículo aparece
O capítulo 7 é uma série de provérbios comparativos que invertem o senso comum, quase todos com a mesma forma.
Este vem pouco depois da comparação entre a casa do luto e a do banquete, e pertence ao mesmo movimento: um mestre examinando a vida para ver o que resta quando ela termina.
O que ele diz
A primeira metade contraria a intuição, porque começos são celebrados e finais, temidos. O argumento é sobre informação: no começo existe apenas expectativa; no fim existe resultado. É a diferença entre o que se imagina e o que se sabe.
A segunda metade não é um provérbio solto colado ali. Paciência, neste par, não é temperamento calmo: é a disposição de esperar o desfecho antes de emitir a sentença. E o oposto dela, no versículo, não é a pressa — é a arrogância.
O que fazer com isso hoje
Serve para as horas em que você já formou opinião com metade da história: a mensagem lida pela metade, o comportamento estranho de alguém que você mal conhece, o projeto que começou torto. O versículo não pede que você nunca julgue; pede que espere o fim, que é a única parte capaz de trazer informação nova.
Uma oração para levar
Senhor, dá-me paciência para esperar o fim das coisas antes de decidir o que elas foram. Guarda-me de concluir cedo demais sobre gente que eu mal conheço. Amém.