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Deuteronômio 6:5 — o maior mandamento, e o método que vem logo depois

Deuteronômio 6:5

5E Amarás ao SENHOR teu Deus de todo teu coração, e de toda tua alma, e com todo tua poder.

Tradução: Edição Chama da Fé

Três termos, e cada um vem com a palavra todo. As preposições mudam no caminho: os dois primeiros são de onde se ama, e o terceiro é com o que se ama.

Resposta rápida

Deuteronômio 6:5 é o mandamento que Jesus chamaria de o maior. Ele vem colado à declaração de que o Senhor é um só, e a ligação entre os dois é aritmética: um Deus indivisível recebe uma pessoa inteira. Os três termos da frase cobrem tudo o que alguém é e tudo o que alguém pode.

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É um mandamento estranho, e vale reconhecer isso antes de qualquer coisa: manda-se fazer, e não sentir, mas o objeto do mandamento parece um sentimento.

A estranheza se resolve poucos versículos adiante, onde o texto explica como se faz — e a resposta não tem nada de emocional.

Onde este versículo aparece

O versículo 4 traz a frase que se tornou a confissão de fé de Israel, repetida até hoje: o Senhor nosso Deus é um. Este versículo é a consequência imediata dela, sem parágrafo no meio.

O que vem depois é o manual. Os versículos 6 a 9 mandam guardar essas palavras no coração, repeti-las aos filhos, falar delas em casa e na estrada, ao deitar e ao levantar, atá-las na mão e escrevê-las nas portas. Não se pede inspiração: pede-se repetição, conversa e colocação das palavras onde não dê para desviar delas.

O que ele diz

A ligação com o versículo anterior é a chave. Se Deus é um, a resposta proporcional é uma pessoa inteira. O mandamento não pede intensidade — pede que não sobre pedaço nenhum de fora, que é uma exigência diferente e muito mais difícil de simular.

A repetição da palavra todo, três vezes seguidas, é a estrutura da frase. Ela fecha as saídas uma a uma. Não existe a versão em que se ama com a maior parte do coração, guardando uma reserva para o caso de dar errado.

A troca de preposição no meio é fina e vale reparar. Coração e alma vêm precedidos de uma preposição de origem: é de dentro deles que o amor sai. O terceiro termo muda para uma preposição de instrumento: o poder é aquilo com que se ama, e não aquilo de onde o amor nasce. Ou seja, a frase não termina no que a pessoa sente — termina no que ela faz com o que tem.

E é aí que os versículos seguintes salvam o mandamento de ser impossível. Se amar dependesse de acordar sentindo, seria loteria. O texto trata a coisa como se trata um hábito: fala-se todo dia, em dois horários fixos, com as pessoas de casa, com lembretes espalhados pelos lugares por onde se passa.

O que fazer com isso hoje

A aplicação mais fiel ao texto é embaraçosamente prática: escolher um horário fixo e um lugar visível. Os versículos seguintes falam de portas e de mãos porque contavam com o esquecimento humano, e não com a força de vontade.

E há um segundo teste, para o terceiro termo. Se o poder é aquilo com que se ama, então agenda, dinheiro e capacidade entram na conta. É a parte do mandamento que se verifica no extrato, e não na oração.

Uma oração para levar

Senhor, eu te amo com o pedaço que sobra, e tu pediste tudo. Toma o que sinto, o que sou e o que posso. Se eu esquecer no meio do dia, me lembra na porta de casa. Amém.

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