Atos 4:32 — a comunidade em que ninguém chamava nada de seu
32E a multidão dos que criam, era de um só oração e uma só alma; e ninguém dizia ser próprio coisa alguma de seus bens, mas todas as coisas lhes eram comuns.
Um dos sumários de Atos: Lucas para a narrativa para descrever o cotidiano da comunidade. É descrição do que aconteceu, e não mandamento sobre o que deve acontecer.
Resposta rápida
Atos 4:32 descreve a comunidade de Jerusalém unida em coração e alma, sem ninguém chamando de próprio o que possuía. É descrição, não mandamento: Lucas relata o que aconteceu naquele grupo. O capítulo seguinte deixa claro que a partilha era voluntária.
- Escrito por
- Raphael Navarro Schmitt
- Revisado por
- Maria Luisa Navarro Schmitt
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O versículo abre o segundo dos trechos em que Lucas interrompe a ação para contar como o grupo vivia. Vem logo depois da soltura de Pedro e João e da oração coletiva que se segue.
Jerusalém estava cheia de peregrinos recém-convertidos, muitos longe de casa e sem meio de subsistência. O pano de fundo do versículo é uma necessidade concreta, e não um experimento social.
A primeira metade fala de unidade interna e a segunda a traduz em bens. A ordem importa: não é uma regra econômica que produz unidade, é a unidade que aparece no modo de tratar o que se tem.
Também é preciso dizer o que o texto não é. No capítulo 5, Pedro diz a Ananias que o campo era dele e que o dinheiro continuava sob o controle dele — o problema apontado é a mentira, não a retenção. Atos descreve a prática concreta de um grupo específico, e a tradição cristã tirou dela conclusões variadas.
A pergunta que sobra é menos sobre doar tudo e mais sobre onde termina o "meu". Quem tem acesso ao que está na sua casa, ao seu carro, à sua conta numa emergência? O versículo descreve um grupo em que essa fronteira era porosa, e a maioria de nós descobre, ao responder, que a nossa é bem firme.
Onde este versículo aparece
O versículo abre o segundo dos trechos em que Lucas interrompe a ação para contar como o grupo vivia. Vem logo depois da soltura de Pedro e João e da oração coletiva que se segue.
Jerusalém estava cheia de peregrinos recém-convertidos, muitos longe de casa e sem meio de subsistência. O pano de fundo do versículo é uma necessidade concreta, e não um experimento social.
O que ele diz
A primeira metade fala de unidade interna e a segunda a traduz em bens. A ordem importa: não é uma regra econômica que produz unidade, é a unidade que aparece no modo de tratar o que se tem.
Também é preciso dizer o que o texto não é. No capítulo 5, Pedro diz a Ananias que o campo era dele e que o dinheiro continuava sob o controle dele — o problema apontado é a mentira, não a retenção. Atos descreve a prática concreta de um grupo específico, e a tradição cristã tirou dela conclusões variadas.
O que fazer com isso hoje
A pergunta que sobra é menos sobre doar tudo e mais sobre onde termina o "meu". Quem tem acesso ao que está na sua casa, ao seu carro, à sua conta numa emergência? O versículo descreve um grupo em que essa fronteira era porosa, e a maioria de nós descobre, ao responder, que a nossa é bem firme.
Uma oração para levar
Senhor, afrouxa a minha mão. Que o que eu tenho esteja disponível para quem precisa, e que eu não confunda segurança com posse. Amém.