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1 Timóteo 6:10 — o que o texto diz, e o que a citação popular perdeu

1 Timóteo 6:10

10Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os tipos de males. Alguns o cobiçam, e então se desviaram da fé, e perfuraram a si mesmos com muitas dores.

Tradução: Edição Chama da Fé

O versículo mais citado errado sobre dinheiro. O sujeito da frase não é a moeda, é o afeto dirigido a ela — e o percurso descrito termina em dores que a própria pessoa se causa.

Resposta rápida

1 Timóteo 6:10 não afirma que dinheiro seja a raiz de todo mal. O sujeito da frase é o amor ao dinheiro, e o que ele produz, segundo a edição, são males de muitos tipos. O versículo descreve um percurso: a cobiça leva ao desvio da fé e a dores que a própria pessoa se inflige.

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O trecho final da carta trata de gente decidida a enriquecer, e Timóteo estava em Éfeso, uma das cidades mais ricas do império.

O versículo anterior descreve pessoas caindo numa armadilha ao perseguir riqueza; este explica o mecanismo. O alvo imediato eram mestres que tratavam a religião como fonte de lucro.

A citação popular corta o sujeito da frase e inverte o sentido. Não é o dinheiro que está sendo acusado, é o amor dirigido a ele. A diferença não é sutil: a primeira versão condena um objeto neutro, a segunda descreve uma relação — e relação é coisa que se pode examinar.

A segunda imprecisão é o alcance. A edição fala de males de muitos tipos, e não de absolutamente tudo de ruim que existe, o que seria impossível de sustentar diante do resto da Bíblia. E há um terceiro detalhe, o mais duro: as dores do fim do versículo são autoinfligidas. Ninguém as aplica de fora.

A pergunta útil não é quanto você tem, e sim o que você já aceitou perder para conseguir mais. Tempo com quem mora na sua casa, sono, honestidade numa negociação, um domingo inteiro. O versículo não condena poupar nem prosperar; descreve o que acontece quando o dinheiro deixa de ser meio e vira destino.

Onde este versículo aparece

O trecho final da carta trata de gente decidida a enriquecer, e Timóteo estava em Éfeso, uma das cidades mais ricas do império.

O versículo anterior descreve pessoas caindo numa armadilha ao perseguir riqueza; este explica o mecanismo. O alvo imediato eram mestres que tratavam a religião como fonte de lucro.

O que ele diz

A citação popular corta o sujeito da frase e inverte o sentido. Não é o dinheiro que está sendo acusado, é o amor dirigido a ele. A diferença não é sutil: a primeira versão condena um objeto neutro, a segunda descreve uma relação — e relação é coisa que se pode examinar.

A segunda imprecisão é o alcance. A edição fala de males de muitos tipos, e não de absolutamente tudo de ruim que existe, o que seria impossível de sustentar diante do resto da Bíblia. E há um terceiro detalhe, o mais duro: as dores do fim do versículo são autoinfligidas. Ninguém as aplica de fora.

O que fazer com isso hoje

A pergunta útil não é quanto você tem, e sim o que você já aceitou perder para conseguir mais. Tempo com quem mora na sua casa, sono, honestidade numa negociação, um domingo inteiro. O versículo não condena poupar nem prosperar; descreve o que acontece quando o dinheiro deixa de ser meio e vira destino.

Uma oração para levar

Senhor, eu preciso de dinheiro e não vou fingir que não. Mas não deixes que ele mande em mim. Mostra-me onde eu já estou pagando caro demais, e me dá coragem para recuar. Amém.