1 Coríntios 6:12 — a liberdade com dois critérios
12Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, porém eu não deixarei me sujeitar por coisa alguma.
Metade do versículo é uma frase que Paulo está citando, e não afirmando. Ele repete o slogan da comunidade duas vezes, e responde a ele nas duas.
Resposta rápida
Em 1 Coríntios 6:12, Paulo cita um slogan que circulava em Corinto — tudo é lícito — e responde a ele duas vezes. Não nega a liberdade: acrescenta dois critérios. O primeiro é se aquilo constrói alguma coisa; o segundo é se aquilo acaba mandando em quem escolheu.
- Escrito por
- Raphael Navarro Schmitt
- Revisado por
- Maria Luisa Navarro Schmitt
- Publicado em
- Tempo de leitura
- 2 min de leitura
Corinto era uma cidade portuária, e a comunidade discutia o que a liberdade cristã permitia na prática, sobretudo em torno de comida e de conduta sexual.
A frase que abre o versículo provavelmente não é de Paulo: é uma palavra de ordem local, que ele repete para responder. A estrutura do versículo é de diálogo, e não de afirmação corrida.
A leitura pela metade — só a parte do slogan — transforma o versículo no oposto do argumento. Paulo não nega a liberdade: acrescenta dois filtros a ela, e é a soma dos dois que forma o pensamento.
Os critérios são diferentes entre si. O primeiro olha para fora: aquilo constrói alguma coisa, ou apenas é permitido? O segundo olha para dentro: depois de um tempo, quem está no comando? A segunda pergunta descreve com precisão qualquer hábito que começou como escolha livre.
Serve para o que não é proibido e ainda assim está te governando. Rolagem infinita, bebida no fim do dia, trabalho que não desliga, compra por impulso. A pergunta do versículo não é se você pode: é se você ainda consegue parar quando decide parar.
Onde este versículo aparece
Corinto era uma cidade portuária, e a comunidade discutia o que a liberdade cristã permitia na prática, sobretudo em torno de comida e de conduta sexual.
A frase que abre o versículo provavelmente não é de Paulo: é uma palavra de ordem local, que ele repete para responder. A estrutura do versículo é de diálogo, e não de afirmação corrida.
O que ele diz
A leitura pela metade — só a parte do slogan — transforma o versículo no oposto do argumento. Paulo não nega a liberdade: acrescenta dois filtros a ela, e é a soma dos dois que forma o pensamento.
Os critérios são diferentes entre si. O primeiro olha para fora: aquilo constrói alguma coisa, ou apenas é permitido? O segundo olha para dentro: depois de um tempo, quem está no comando? A segunda pergunta descreve com precisão qualquer hábito que começou como escolha livre.
O que fazer com isso hoje
Serve para o que não é proibido e ainda assim está te governando. Rolagem infinita, bebida no fim do dia, trabalho que não desliga, compra por impulso. A pergunta do versículo não é se você pode: é se você ainda consegue parar quando decide parar.
Uma oração para levar
Senhor, eu quero ser livre de verdade, e não apenas ter permissão. Mostra-me o que já está mandando em mim, e me dá força para retomar o volante. Amém.