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1 Coríntios 6:12 — a liberdade com dois critérios

1 Coríntios 6:12

12Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, porém eu não deixarei me sujeitar por coisa alguma.

Tradução: Edição Chama da Fé

Metade do versículo é uma frase que Paulo está citando, e não afirmando. Ele repete o slogan da comunidade duas vezes, e responde a ele nas duas.

Resposta rápida

Em 1 Coríntios 6:12, Paulo cita um slogan que circulava em Corinto — tudo é lícito — e responde a ele duas vezes. Não nega a liberdade: acrescenta dois critérios. O primeiro é se aquilo constrói alguma coisa; o segundo é se aquilo acaba mandando em quem escolheu.

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Corinto era uma cidade portuária, e a comunidade discutia o que a liberdade cristã permitia na prática, sobretudo em torno de comida e de conduta sexual.

A frase que abre o versículo provavelmente não é de Paulo: é uma palavra de ordem local, que ele repete para responder. A estrutura do versículo é de diálogo, e não de afirmação corrida.

A leitura pela metade — só a parte do slogan — transforma o versículo no oposto do argumento. Paulo não nega a liberdade: acrescenta dois filtros a ela, e é a soma dos dois que forma o pensamento.

Os critérios são diferentes entre si. O primeiro olha para fora: aquilo constrói alguma coisa, ou apenas é permitido? O segundo olha para dentro: depois de um tempo, quem está no comando? A segunda pergunta descreve com precisão qualquer hábito que começou como escolha livre.

Serve para o que não é proibido e ainda assim está te governando. Rolagem infinita, bebida no fim do dia, trabalho que não desliga, compra por impulso. A pergunta do versículo não é se você pode: é se você ainda consegue parar quando decide parar.

Onde este versículo aparece

Corinto era uma cidade portuária, e a comunidade discutia o que a liberdade cristã permitia na prática, sobretudo em torno de comida e de conduta sexual.

A frase que abre o versículo provavelmente não é de Paulo: é uma palavra de ordem local, que ele repete para responder. A estrutura do versículo é de diálogo, e não de afirmação corrida.

O que ele diz

A leitura pela metade — só a parte do slogan — transforma o versículo no oposto do argumento. Paulo não nega a liberdade: acrescenta dois filtros a ela, e é a soma dos dois que forma o pensamento.

Os critérios são diferentes entre si. O primeiro olha para fora: aquilo constrói alguma coisa, ou apenas é permitido? O segundo olha para dentro: depois de um tempo, quem está no comando? A segunda pergunta descreve com precisão qualquer hábito que começou como escolha livre.

O que fazer com isso hoje

Serve para o que não é proibido e ainda assim está te governando. Rolagem infinita, bebida no fim do dia, trabalho que não desliga, compra por impulso. A pergunta do versículo não é se você pode: é se você ainda consegue parar quando decide parar.

Uma oração para levar

Senhor, eu quero ser livre de verdade, e não apenas ter permissão. Mostra-me o que já está mandando em mim, e me dá força para retomar o volante. Amém.